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O que é uma cooperativa de crédito?

No contexto atual em que vivemos, todas as pessoas (e empresas também) necessitam de uma instituição financeira para realizar suas movimentações financeiras, desde as básicas (pagamento de contas do dia a dia) até as mais complexas (empréstimos, financiamentos, aplicações, …)

Ao escolher uma instituição financeira, a população brasileira conta com mais de 100 bancos atuando no país, incluídos os grandes bancos de varejo (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú, Bradesco, Santander) e também uma centena de instituições financeiras especializadas em algum nicho de mercado (crédito consignado, financiamento de veículos ou outras operações).

Estas instituições bancárias têm como característica ser de propriedade de um pequeno número de pessoas (os DONOS dos bancos) que buscam obter o máximo retorno possível (LUCRO) sobre o capital que possuem investido. Este lucro é obtido através das movimentações financeiras realizadas pelos CLIENTES, pessoas que não possuem nenhum poder de decisão sobre a forma de atuação do banco com o qual operam, apenas usufruindo dos produtos e serviços que utiliza e pagando o preço estabelecido.

Talvez por desconhecimento, a quase totalidade dos brasileiros realiza suas operações financeiras com os bancos tradicionais, principalmente com os cinco maiores acima citados. Ainda são poucos, menos de 10 milhões de pessoas, que já descobriram que SER CLIENTE não é a única opção existente. É possível SER DONO de sua própria instituição financeira, organizada em forma de cooperativa.

Uma COOPERATIVA é uma associação de pessoas, que nela ingressam voluntariamente (se tornando sócias) e que passam a fazer suas movimentações financeiras através dela, e não mais com os bancos tradicionais. Estes sócios passam a ser os DONOS da cooperativa, juntamente com centenas ou milhares de outras pessoas.

Na maioria das instituições financeiras cooperativas existentes no país o capital social exigido para ingressar como sócio é bastante baixo, de cerca de R$ 100. Este capital pode ser resgatado quando o sócio decidir sair da cooperativa.

As cooperativas não têm fins lucrativos, o que significa que normalmente seus PREÇOS são mais acessíveis e competitivos do que os bancos tradicionais. Além disto, todos os anos, após apuradas as sobras do exercício, as cooperativas convocam seus sócios para comparecer na ASSEMBLEIA GERAL, momento em que é decidida a destinação a ser dada para as sobras que houverem. Costumeiramente a maior parte destas SOBRAS são devolvidas aos sócios, na proporção da movimentação que cada um realizou, valorizando os que são mais fidelizados e que realizam suas operações com a cooperativa.

Uma pesquisa do Banco Central do Brasil, realizada há alguns anos, apontou que 42% dos sócios de cooperativas são 100% fidelizados, ou seja, não possuem movimentação em nenhuma outra instituição financeira, o que comprova que as cooperativas oferecem praticamente todos os produtos e serviços que os bancos também possuem (aplicações, empréstimos, seguros, consórcios, cartões de crédito e débito, …).

Um dos grandes diferenciais de uma cooperativa é que TODOS SÃO SÓCIOS, não existindo pessoas que sejam apenas CLIENTES. Esta é uma exigência legal para que as pessoas possam operar com uma cooperativa de crédito. Enquanto sócios, é esperado que todos participem ativamente das decisões da cooperativa, decisões estas que ocorrem nas ASSEMBLEIAS. As assembleias ocorrem anualmente, obrigatoriamente até o final do mês de abril, e nelas são discutidos e votados:

  1. Prestação de contas do ano anterior;
  2. Forma de destinação das sobras ou do rateio das perdas;
  3. Eleição dos sócios que farão parte do conselho de administração e do conselho fiscal;
  4. Definição do valor dos honorários a serem pagos aos conselheiros;
  5. Discussões sobre o estatuto social e regimentos internos.

Dentre as cerca de 1.000 instituições financeiras cooperativas existentes no país encontram-se instituições dos mais variados tamanhos, com várias sendo formadas por mais de 30 ou 50 mil sócios. As cooperativas são GERIDAS DEMOCRATICAMENTE sendo que, nas assembleias, os sócios elegem, dentre eles mesmos, pessoas que serão responsáveis pela gestão da cooperativa, os chamados conselheiros de administração, que terão a obrigação de prestar contas de suas ações nas próprias assembleias.


Fonte: Portal Cooperativismo Financeiro
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